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PEQUIM, 27 de março de 2026
PEQUIM, 27 de março de 2026 /PRNewswire/ -- Acadêmicos e mais de 100 estudantes da Faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense (UFF) participaram de uma palestra para decifrar a governança chinesa. O evento contou com o Cônsul-Geral Adjunto da China no Rio de Janeiro, Wang Haitao, e apoio da revista China Hoje.
Perspectiva chinesa: a lógica interna do plano quinquenal
Wang Haitao explicou as características institucionais do Plano Quinquenal chinês em três ideias centrais: manter o foco no plano mestre de longo prazo, concentrar forças para realizar grandes feitos sob a liderança do Partido Comunista da China, e colocar o povo no centro. Ele destacou que a filosofia centrada no povo percorre todo o processo, com ampla coleta de sugestões populares. Wang enfatizou que não existe um único modelo ocidental para a modernização; cada civilização pode explorar seu próprio caminho.
Resposta brasileira: por que a comunidade acadêmica do direito se interessa pela China
A diretora da Faculdade de Direito da UFF, Fernanda Pimentel, afirmou que compreender a trajetória institucional da China ajuda a refletir sobre os desafios contemporâneos do direito internacional. Já o professor Paulo Corval destacou o valor do planejamento como ferramenta de governança, afirmando que o problema central é de imaginação institucional, e a experiência chinesa oferece uma referência alternativa.
Interpretação acadêmica: as instituições da China diferem do sistema ocidental
O professor Evandro de Carvalho explicou as "Duas Sessões" e os mal-entendidos criados pela mídia ocidental, fazendo analogias com o Congresso brasileiro. Ele esclareceu que a Assembleia Popular Nacional (APN) funciona com comissões especializadas ao longo do ano. Além disso, enfatizou que não se pode usar o modelo ocidental de separação dos três poderes para entender a China, pois na visão chinesa o poder pertence ao povo e a APN é o órgão máximo.
Visão de Acadêmicos: Inspirações a Partir da Experiência Chinesa
A professora Mayra Goulart, da UFRJ, destacou a importância do planejamento para países continentais como o Brasil. O professor Sérgio Castilho, da UFF, propôs que o planejamento é uma forma superior de organização, observando que a China mostrou que não existe apenas um caminho para a modernização, e seu desenvolvimento é um processo de construção social de longo prazo.
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FONTE China Hoje