Chico Mendez diz que 2018 será teste de força entre TV e redes sociais

Chico Mendez diz que 2018 será teste de força entre TV e redes sociais

PR Newswire

BRASÍLIA, Brasil, 5 de dezembro de 2017

BRASÍLIA, Brasil, 5 de dezembro de 2017 /PRNewswire/ -- Chico Mendez, um dos nomes da nova geração do marketing eleitoral, aponta três novos fenômenos que podem definir eleições de 2018: a liberação da campanha paga no Facebook e a proliferação de fakenews; a presença de um candidato que cresce organicamente nas redes que não terá tempo de televisão nas próximas eleições, Jair Bolsonaro; e o menor tempo de campanha. "Bolsonaro será um teste importante para medir a força da televisão, tanto para construir como desconstruir as narrativas. Quando olhamos os números do Bolsonaro no Google e no Facebook fica evidente que o crescimento dele é bastante orgânico. Ainda assim, vemos muitas discrepâncias entre o digital e o real. Bolsonaro e Lula estão empatados em interações nas redes. No mundo real, Lula tem o dobro da intenção de voto".

As próximas eleições serão mais curtas, apenas 35 dias de rádio e TV para os candidatos defenderem suas mensagens. "Comunicação é frequência de mensagem. Com um tempo tão enxuto e com tantos candidatos ficará muito complicado fazer frequência. Saem ganhando os candidatos já conhecidos, incumbentes e celebridades. A mini reforma política errou feio nisso. O tempo restrito na TV vai forçar naturalmente a campanha nas redes. Teremos um campo de batalha nunca visto. A minha dúvida é se a TV terá força para fazer as curvas de voto se alterarem como vimos no passado. Minha aposta é que sim. Somos o país da novela, a última trama da Globo bateu recorde de audiência e isso diz muito sobre o brasileiro", avalia Chico Mendez.

Até 2016, as principais campanhas eleitorais só apresentaram mudanças nas curvas de intenção de voto após o início do horário de rádio e TV, segundo o marqueteiro Chico Mendez. "Se olharmos as curvas desde 2002, há um padrão que mostra a força da televisão no país", diz ele. A pergunta de 1 milhão de dólares agora é saber se essa força e penetração do rádio e da TV vai se manter.

O fato, de acordo com Mendez, é que as redes digitais, até 2016, não tiveram o efeito que muitas pessoas ecoaram antes das eleições. "As redes também ainda estão longe de uma amostra do Brasil real. Isso cria uma série de vieses cognitivos. Somos levados a acreditar que o mundo se resume às nossas redes, e não há nada mais equivocado do que isso".

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FONTE Chico Mendez

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