Evento internacional debate proibição de novos produtos de nicotina no Brasil e impacto na saúde pública

PR Newswire

SÃO PAULO, 12 de junho de 2026

Fórum Global de Nicotina (GFN), realizado na Polônia, contou com presença de brasileiros em debate sobre a urgência de uma regulamentação baseada em ciência

SÃO PAULO, 12 de junho de 2026 /PRNewswire/ -- O Brasil teve destaque nos debates sobre a redução de danos do tabagismo durante o Fórum Global de Nicotina (GFN), realizado em Varsóvia, capital da Polônia. O evento contou com a presença da organização THR Brasil, que reúne consumidores a favor da regulamentação de produtos alternativos de nicotina, como cigarros eletrônicos, tabaco aquecido e sachês de nicotina. A instituição reforçou a importância de regulamentar esses produtos no Brasil com base em evidências científicas e no conceito de redução de danos.

Miguel Okumura, presidente do THR Brasil. Foto: divulgação.

Durante as apresentações, Miguel Okumura, presidente da THR Brasil, afirmou que a política de proibição da comercialização dos produtos no país tem deixado consumidores expostos a um mercado sem nenhum controle sanitário. "O resultado prático é um ambiente de extrema vulnerabilidade para o consumidor adulto que busca alternativas para reduzir os danos do tabagismo e que fica sem acesso a informações seguras e a produtos controlados, além de facilitar o acesso a menores de idade que não deveriam consumir estes produtos", afirma Miguel Okumura, presidente da THR Brasil.

O debate apontou que políticas proibitivas falharam em sua missão de proteger a população, já que não impediram o avanço do consumo, em função da ampla oferta de produtos ilegais. Okumura destacou o exemplo da Argentina, que recentemente regulou a comercialização de cigarros eletrônicos e sachês de nicotina após uma proibição em vigor desde 2011. Na ocasião, o Ministério da Saúde argentino reconheceu que o banimento não freou o consumo e que o objetivo da regulamentação é desencorajar o comércio ilícito e estabelecer padrões de qualidade e segurança para os produtos.

"Saio de Varsóvia com a certeza de que plantamos sementes essenciais para o futuro. Conseguimos criar pontes valiosas e fortalecer nossa rede de contatos em toda a América Latina. Com essa união de esforços e a troca de experiências globais sobre redução de danos, podemos esperar desdobramentos muito promissores para o avanço desse debate essencial e seguro aqui no Brasil", conclui Okumura.

Além do Brasil, estiveram presentes referências mundiais como Estados Unidos, Reino Unido, Chile e Suécia, países que ocupam a vanguarda regulatória e tecnológica no mercado de produtos alternativos de nicotina e políticas de redução de danos.

 

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FONTE THR Brasil

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