China Hoje: A economia da experiência e o novo turismo chinês

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BEIJING, 30 de julho de 2026

BEIJING, 30 de julho de 2026 /PRNewswire/ -- Com o crescimento da classe média chinesa, o avanço tecnológico do país e uma infraestrutura de mobilidade sem paralelo, o turismo na China tornou-se um dos setores mais dinâmicos da economia. Trens de alta velocidade, aeroportos modernos, pagamentos digitais e plataformas de viagem altamente integradas criaram as condições para que milhões de pessoas circulem pelo país em busca de viagens de lazer. Segundo o Conselho Mundial de Viagens e Turismo, a China se consolida como uma das grandes forças globais do setor.

Mas o que mais chama atenção não é apenas o turismo tradicional, com visitas a monumentos, templos, museus e paisagens naturais. O fenômeno mais interessante é o crescimento do turismo de experiência. Nele, o turista não quer apenas fotografar destinos, ele quer senti-los de todas as formas possíveis. Certa vez, fui convidado para um jantar em Pequim no qual o menu havia sido escrito pelo próprio chef, em caligrafia chinesa, sobre um leque entregue a cada convidado. Cada prato era servido como uma pequena obra de arte, respeitando uma ordem cuidadosamente pensada de sabores, aromas, cores e histórias. Aquilo foi uma experiência para além da culinária. Mas, hoje, ela vai além. Há restaurantes que recriam ambientes do passado imperial chinês. Os clientes vestem trajes tradicionais, circulam por espaços inspirados nas dinastias antigas e jantam ao som de músicas tradicionais chinesas. Entra-se simbolicamente em outra época.

Os atores apresentaram um espetáculo imersivo na rua temática em Xi'an

Entre os jovens chineses, especialmente na faixa dos 20 aos 35 anos, o turismo cultural ganha força. Viagens para assistir a danças folclóricas tradicionais, como a Yingge; visitas a vinícolas com passeios de trem pelos vinhedos; hospedagens em quartos que simulam antigos vagões; viagens que oferecem cursos de cerâmica; oficinas de caligrafia; aulas de penteados tradicionais; tudo isso viraliza nas redes sociais e, melhor, alimenta a economia local.

A experiência é vivida presencialmente, mas sua difusão ocorre digitalmente. Esse aspecto é decisivo. A economia da experiência na China não pode ser compreendida sem a integração entre cultura e tecnologia. Plataformas digitais, vídeos curtos e sistemas de recomendação ampliam a visibilidade dos destinos e transformam experiências locais em fenômenos nacionais.

Por Evandro Menezes de Carvalho

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FONTE China Hoje

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